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Não me venhas... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qua, 08 de Julho de 2020 01:33
NÃO ME VENHAS...
Pesquisando na internet sobre a expressão “Não me venha de borzeguins ao leito”!, encontrei algumas citações que transcrevo aqui:
“Borzeguim é um sapato de cano médio, com cadarços trançados, também conhecido como sapato de soldado, usado desde o tempo dos assírios até a Idade Média como precursor das botas e calçados afins. Hoje, é peça do uniforme de bombeiros, policiais militares e profissionais que necessitem de um calçado resistente, pesado e até grosseiro. Essa palavra foi usada por Machado de Assis na expressão “Não me venha de borzeguins ao leito!”
Também Carlos Drummond de Andrade, na crônica “O homem vestido”, se refere ao mesmo calçado:
“Minha senhora, não me venha de borzeguins ao leito! Então quer fazer de mim gato-sapato? Pensa que vou acompanhá-la, com botas de sete léguas, até onde o diabo perdeu as botas? Isso que você me promete é sapato de defunto. Mas duvido, sabe? duvido que me bote no chinelo. Aliás, devo preveni-la de que hoje amanheci de chinelo trocado.
(…)”
Pegando carona nos ilustres escritores da nossa língua, tomo a liberdade de adaptá-lo a este texto, mas com uma conotação um pouco diferente dentro do meu entendimento e intenção:
“Não me venha de borzeguins ao eito” (sucessão de coisas dispostas na mesma direção ou na mesma fila),: ou seja, não me apareça de borzeguins no meu caminho, com atitudes inconvenientes, que eu não te recebo. Assim, para que qualquer pessoa seja aceita no meu eito, se vier de maus modos, como alguns se comportam, não serão aceitos.
Sabendo que a identidade social de cada pessoa consta de várias categorias de classificação, enquadradas quase automaticamente, como nacionalidade, profissão, gênero etc – brasileiro, professor, homem, carioca, flamenguista, conservador –, e por aí vai e , cada um age de acordo com sua identidade ou interesse dominante, estabeleci essa premissa básica, ou seja, como eu ajo com respeito, espero o mesmo do meu eventual interlocutor.
Dentro da variedade de identidades que obedecem a sua estrutura social e que é, naturalmente, processada e atualizada em função do papel de cada um na sociedade, no seu grupo social, profissional, religioso, as atitudes vão mudando no tempo e no espaço. Assim, como jovens, temos a nossa turma com as influências próprias e (in)consequentes.
Quando estamos na faculdade, essa identidade vai sofrendo alterações em função do meio. Quando já formados, o grupo profissional exerce também uma influência modificadora do comportamento das pessoas.
Na maturidade, já é outro o olhar. O que deve ser combatido, no entanto, em todas as essas fases, é a falsidade. Por isso é que digo: não me venhas de borzeguins ao eito que não te recebo.
O comportamento humano é cheio de falsidade em variados níveis e grupos sociais. A maledicência, a inveja e o ciúme prevalecem, infelizmente. Mas isso um dia vai terminar, quando as pessoas entenderem que não vale a pena difamar seu semelhante e que o mandamento que Jesus nos concedeu não é mera figura de retórica. O que é desejável para um relacionamento amistoso e verdadeiro.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Pesquisando na internet sobre a expressão “Não me venha de borzeguins ao leito”!, encontrei algumas citações que transcrevo aqui:

“Borzeguim é um sapato de cano médio, com cadarços trançados, também conhecido como sapato de soldado, usado desde o tempo dos assírios até a Idade Média como precursor das botas e calçados afins. Hoje, é peça do uniforme de bombeiros, policiais militares e profissionais que necessitem de um calçado resistente, pesado e até grosseiro. Essa palavra foi usada por Machado de Assis na expressão “Não me venha de borzeguins ao leito!"

 
O primeiro dia PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 29 de Junho de 2020 19:02
O PRIMEIRO DIA
No Antigo Testamento, Segundo o Gênesis, a Criação do mundo se deu ao longo de sete dias. No primeiro, Deus disse: “Faça-se a Luz. E a Luz foi feita” (Gn 1,3). A Criação prosseguiu nos dias seguintes, até que no sétimo dia Deus viu o seu trabalho concluído e destinou esse dia ao descanso. “Deus então abençoou e santificou o sétimo dia” (Gn 2,3). Esse preceito foi observado desde então pelo povo judeu, por Jesus Cristo e pela Igreja primitiva em seus primórdios: “O sábado foi feito para servir ao homem, e não o homem para servir ao sábado. Portanto, o Filho do Homem é senhor até mesmo do sábado” (Mc 2, 27-28).
No período em que Constantino I (306-337 d.C.) se tornou imperador de Roma, o cristianismo era visto como uma ameaça aos romanos e, por isso, muitos imperadores que o antecederam perseguiam os cristãos. Em 323, Constantino I se converteu ao cristianismo e passou a promover a nova religião, financiando a construção dos templos.  Apesar de o cristianismo ter sido fortalecido e divulgado em Roma, não se tornou a religião oficial do Estado, que continuou com o paganismo.
Constantino I acabou por entrar para a história como primeiro imperador romano a professar o cristianismo. Segundo a tradição, na noite anterior à batalha da Ponte Nílvia contra Magêncio, perto de Roma, Constantino I sonhou com uma cruz, e nela estava escrito em latim: “In hoc signo vinces” (Com este sinal, vencerás).
Segundo a lenda, o rei Afonso I de Portugal também viu o signo, adotando-o como símbolo nacional e como um lema a ser seguido. Esta lenda é narrada em Os Lusíadas, de Camões. O mesmo símbolo seria mais tarde adotado por João III da Polônia, pela nobreza da Irlanda e por outros povos.
Deve-se a Constantino I a proclamação do domingo como dia de descanso – ele tomou essa resolução no ano de 321 d.C. O domingo era considerado o Dia do Deus Sol, divindade oficial do paganismo e do Império naquela época. Antes do advento do cristianismo, esse dia correspondia ao dies Solis, isto é "dia do Sol" (Sunday, em inglês), em honra da divindade do Sol Invicto.
No entanto, o culto ao Sol Invicto ainda permaneceria em Roma (assim como o uso da denominação dies Solis), até a promulgação do célebre édito de Tessalônica, em  fevereiro de 380, quando o imperador Teodósio I estabeleceu que a única religião de Estado seria o cristianismo de Niceia e baniu qualquer outro culto. Assim, em novembro de 383, o dies Solis passou a ser denominado oficialmente dies dominica (Dia do Senhor) em todo o Império Romano.
A Igreja difundiu o entendimento de que o domingo passaria a ser o dia santificado porque foi nesse dia que Jesus ressuscitou. Ou seja, foi um ato político respaldado por Teodósio, com um efeito tão forte que foi, tempos depois, difundido e adotado por todo o mundo dito civilizado.
Na língua portuguesa, a origem dos nomes dos dias da semana vem da Idade Média. O domingo, derivado do latim "dies Dominica", dia do Senhor, é considerado hoje o último da semana para os cristãos. Mas naquela época, era no dia da missa que havia maior aglomeração de pessoas e, por isso, os agricultores se reuniam em torno da igreja para vender seus produtos – o primeiro dia de feira. O dia seguinte, consequentemente, era a segunda-feira. E daí por diante até chegar ao sábado, cuja origem é o termo hebraico shabbatt, o último da semana para os judeus.
Apesar de ser considerado o “primeiro” dia de feira, paradoxalmente o domingo
passou a ser tratado como se fosse o último dia da semana, o que de forma alguma lhe
subtraiu a origem e seu significado esotérico, pois é verdadeiramente o primeiro dia da
semana, dia em que foi feita a Luz. Para aqueles que compreendem esse significado, o
domingo é o dia correto em que se deve iniciar qualquer atividade a qual se queira dar
continuidade.
É muito comum as pessoas dizerem: “Na segunda-feira vou deixar de fumar, vou
começar uma dieta, vou parar de beber, etc”, e esse propósito não prosperar. Por quê?
Por que começa no dia inadequado. Para se iniciar qualquer atividade o dia certo é o primeiro dia, ou seja, o domingo. Quando eu decidi deixar de fumar, tomei essa decisão num domingo e nunca mais fumei. Comigo funcionou, e deixo a dica para quem quiser tentar.
“Se compreendes, as coisas são como são. Se não compreendes, as coisas são como são”.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

No Antigo Testamento, Segundo o Gênesis, a Criação do mundo se deu ao longo de sete dias. No primeiro, Deus disse: “Faça-se a Luz. E a Luz foi feita” (Gn 1,3). A Criação prosseguiu nos dias seguintes, até que no sétimo dia Deus viu o seu trabalho concluído e destinou esse dia ao descanso. “Deus então abençoou e santificou o sétimo dia” (Gn 2,3). Esse preceito foi observado desde então pelo povo judeu, por Jesus Cristo e pela Igreja primitiva em seus primórdios: “O sábado foi feito para servir ao homem, e não o homem para servir ao sábado. Portanto, o Filho do Homem é senhor até mesmo do sábado” (Mc 2, 27-28).

 
Da igualdade PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qua, 24 de Junho de 2020 00:36
DA IGUALDADE
Desde as épocas mais remotas, se discute a questão da igualdade. Esse tema vem desde a Roma Antiga, passando pela Grécia de Aristóteles e Platão, depois Cristo, Locke, Rousseau, Marx, só para mencionar alguns dos mais destacados na civilização ocidental.
Aristóteles definiu o homem como um ser político. E como tal é um ser social, vivendo e construindo um grupo para sobreviver. Ao mesmo tempo é racional, porque consegue abstrair e aprender com suas próprias experiências – e, sobretudo, porque aprendeu a raciocinar. E político porque vive, sobrevive e explora as relações sociais, existindo em coletividade, uma das suas melhores características.
A concepção de igualdade, sob os olhos de Aristóteles, considera que alguns nasceram para o mando e outros para a obediência. Mas esse conceito não se restringe a Aristóteles. Platão também reconhecia a existência da escravidão, na qual alguns nasceram para comandar e outros para obedecer. Segundo Aristóteles, o princípio da igualdade consistia em tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais.
O Princípio da Igualdade está presente explicitamente no caput do artigo 5º da Constituição da República Federativa do Brasil: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.
A igualdade é um fundamento do direito natural. Para John Locke, filósofo inglês do século XVII considerado o pai do liberalismo, o indivíduo possui direitos naturais inalienáveis que não podem ser abdicados, em razão de todos os homens serem livres e iguais.
No “Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens”, de 1754, Rousseau (filósofo suíço do século XVIII e um dos precursores do Iluminismo) aponta a existência da desigualdade natural ou física – decorrente de idade, sexo, constituição do corpo, alma, etc. –, e outra, denominada de moral ou política – proveniente de certos privilégios de que alguns gozam sobre outros, por serem mais abastados ou por serem mais poderosos e prestigiados.
Como vemos, a questão da igualdade é de difícil entendimento e aceitação, porque o homem desde a infância observa seus semelhantes e constata a desigualdade entre eles, como bem conceituou Rousseau.
Feitas estas considerações, vamos às minhas conclusões:
A igualdade existe na origem, na essência. Todos fomos criados por Deus, e da mesma forma. Quem olha para fora se considera melhor ou pior do que o seu semelhante. Mas intrinsecamente somos iguais. Todos somos irmãos. Somos iguais no conteúdo e desiguais na forma.
A desigualdade começa no nascimento, com a questão do gênero. Deus ao nos criar nos dotou potencialmente de talentos que cabe a cada um desenvolver e expandir, donde surge a desigualdade, porque nem todos têm o entendimento e a consciência de seus valores e de sua perfeita atuação no tempo e no espaço. E como não recebemos um manual de instruções ao encarnarmos, aqueles que saem na frente e se dedicam ao desenvolvimento de seus talentos acabam conquistando posições.
A experiência da vida grupal leva o homem a se considerar diferente dos demais. Observando as diferenças sociais, o homem passa a se achar melhor do que seu semelhante.
O ensinamento mais importante que Jesus nos deixou é exatamente o de relevar as diferenças: Amar a Deus sobre todas as coisas do céu e da terra e ao próximo como a si mesmo.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.


Desde as épocas mais remotas, se discute a questão da igualdade. Esse tema vem desde a Roma Antiga, passando pela Grécia de Aristóteles e Platão, depois Cristo, Locke, Rousseau, Marx, só para mencionar alguns dos mais destacados na civilização ocidental.

 
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