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Do Princípio da Correspondência PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 25 de Fevereiro de 2019 01:07
DO PRINCÍPIO DA CORRESPONDÊNCIA
No tempo do Egito Antigo, entre 1.500 a 2.500 a.C., viveu Hermes
Trismegisto, o “Três Vezes Grande”, a quem é atribuída a criação da Escola de Mistérios. Segundo consta, nessa Escola foram iniciados Pitágoras, Sócrates, Platão e Aristóteles, entre outros, e ela se tornou a base do ensinamento esotérico, que desde então tem servido de fundamento para as diversas ordens ao longo dos tempos.
“O Cabailion” (Ed. Pensamento), é um livro escrito por Três Iniciados do hermetismo, anônimos, publicado em 1908 e republicado desde então. A obra reúne trechos dos escritos de Hermes, como os sete Princípios Herméticos que regem todas as coisas manifestadas, e a Tábua de Esmeralda – o mais famoso texto alquímico conhecido –, cujo entendimento está a desafiar até hoje as mentes dos estudiosos dos mistérios: “Os lábios da sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do entendimento.”. Para os estudiosos, tanto a autoria como a origem do nome do livro permanecem desconhecidos. O livro descreve as seguintes leis herméticas:
• Lei do mentalismo: "O todo é mente; o universo é mental".
• Lei da correspondência: "O que está em cima é como o que está embaixo. O que está dentro é como o que está fora".
• Lei da vibração: "Nada está parado, tudo se move, tudo vibra".
• Lei da polaridade: "Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliáveis".
• Lei do ritmo: "Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação".
• Lei do gênero: "O gênero está em tudo: tudo tem seus princípios  masculino e feminino, o gênero manifesta-se em todos os planos da criação".
• Lei de causa e efeito: "Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade, mas nada escapa à Lei".
Hoje, vamos tratar da lei da correspondência: “O que está em cima é como o que está embaixo. O que está dentro é como o que está fora”. Não é igual, é análogo. O próprio nome está a indicar: correspondência.
A internet é pródiga em fornecer dados e informações sobre uma grande gama de assuntos. No que se refere ao princípio da correspondência não é diferente; assim, de acordo com o site Astrolink, encontramos:
“O princípio da correspondência sempre foi utilizado como recurso metodológico em vários campos da ciência. A própria compreensão do espaço só pôde ser possível a partir do conceito de escalas na geometria – o nosso universo visível nada mais é do que uma pequena representação de algo maior.
A descoberta da própria natureza do átomo se deu a partir dessa correlação: a partir de uma analogia com o sistema solar, o físico Ernest Rutherford descobriu que o átomo é composto, em grande parte, por espaços vazios, com elétrons de carga negativa (assim como os planetas) girando em torno de um núcleo com carga positiva (assim como o Sol).
Na biologia, o curso dos rios e das correntezas servem de analogia para a corrente sanguínea.
Na sociologia, Émile Durkheim diz que a sociedade se estrutura como um "organismo" social. Inúmeros são os exemplos do uso do princípio da correspondência para alcançar um maior entendimento, seja em questões científicas como do cotidiano.
O princípio da correspondência é aplicado em todas as religiões, por meio das metáforas e analogias presentes nos mais diversos textos sagrados. A Bíblia diz que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança: aqui encontramos a primeira grande correspondência. Assim como Deus, o homem também cria o seu próprio universo, que é mental; porém, a mente humana é imperfeita, portanto, assim é aquilo que criamos.
O Espiritismo é uma das doutrinas que mais se debruçam sobre o princípio da correspondência. ‘O próprio conceito de karma nos diz sobre algo que corresponde a vidas passadas; aquilo que encontramos nos planos celestiais corresponde ao que vivemos e fazemos no plano terrestre’”.
No Caibalion, encontramos a definição de correspondência do ponto de vista esotérico:
“Este princípio contém a verdade que existe uma correspondência entre as leis e os fenômenos dos diversos planos da existência e da vida. O velho axioma hermético diz estas palavras: ‘O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima. O que está dentro é como o que está fora’
A compreensão deste princípio dá ao homem os meios de explicar muitos paradoxos obscuros e segredos da Natureza. Existem planos fora dos nossos conhecimentos, mas quando lhes aplicamos o princípio de correspondência chegamos a compreender muita coisa que de outro modo nos seria impossível compreender.
Este princípio é de aplicação e manifestação universal nos diversos planos do mundo material, mental e espiritual: é uma Lei Universal. Os antigos hermetistas consideravam este princípio como um dos mais importantes instrumentos mentais, por meio dos quais o homem pode ver além dos obstáculos que encobrem à vista o desconhecido”.
Enfim, aqui temos material que deverá ser objeto de um estudo muito profundo por parte daqueles que se aventuram no campo esotérico, merecendo naturalmente uma atenção especial.
Bom estudo, livres pensadores.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

 No tempo do Egito Antigo, entre 1.500 a 2.500 a.C., viveu Hermes Trismegisto, o “Três Vezes Grande”, a quem é atribuída a criação da Escola de Mistérios. Segundo consta, nessa Escola foram iniciados Pitágoras, Sócrates, Platão e Aristóteles, entre outros, e ela se tornou a base do ensinamento esotérico, que desde então tem servido de fundamento para as diversas ordens ao longo dos tempos.

 
Das emanações corpóreas PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sáb, 16 de Fevereiro de 2019 12:10
DAS EMANAÇÕES CORPÓREAS.
O corpo humano fala. Ele tem um sistema de comunicação que, se devidamente entendido pelo homem, vai se constituir num aliado muito valioso. A grande maioria das pessoas não sabe decodificar essa linguagem, quase sempre silenciosa.
Mas tem algumas que são ruidosas, e como são. Por exemplo, o arroto, o espirro e o pum. Destas emanações, o arroto e o espirro são aceitas naturalmente. Os árabes, segundo uma lenda antiga, quando recebem alguém para uma refeição e o convidado não arrota ao final, consideram que o alimento não foi bem aceito.
O espirro também tem características próprias, por exemplo, ninguém consegue espirrar de olhos abertos. E ao espirro deve-se dar livre curso para que possa cumprir seu objetivo: liberar energias pelo nariz.
Agora, o pum não. Há um constrangimento social que torna o pum indesejado. Como se sabe, se manifesta quase sempre por um som próprio, muitas vezes acompanhado de um cheiro fedido.  Mas o pum é uma das emanações corpóreas que tornam todos os seres humanos iguais. Todo mundo peida, todos os dias e muitas vezes.
O pum faz parte da digestão humana e continuará fazendo, e quanto a isso não há o que fazer. Pode gerar desconforto e dores abdominais por provocar uma distensão no intestino. Mas incômodo maior talvez seja a necessidade de lidar com ele. Não é à toa que existe pijama, cueca e calcinha anti-pum, à prova de constrangimentos. Mas o que fazer quando não tem roupa que segure?
A rejeição a esse barulhento e mal cheiroso impulso orgânico não é tão velha assim. A "repulsa ao pum" surge com outros hábitos de higiene adotados com o crescimento das cidades no século 19.
O pum também é cultura. Por volta de 1781, Benjamin Franklin era embaixador dos Estados Unidos na França, e escreveu um ensaio que também ficou conhecido como “Fart Proudly” ou “Peide com Orgulho”, dizendo que soltar gases em público devia deixar de ser considerado um incômodo.
No artigo, ele escreveu também que seria importante dedicar recursos para encontrar uma forma de tornar a flatulência algo agradável ou simplesmente “inofensiva”. Isso poderia ser feito, talvez, por meio dos alimentos digeridos.
O autor distribuiu o ensaio a muitos amigos, inclusive Joseph Priestley, químico famoso por seu estudo dos gases e que, portanto, deveria interessar-se pelo assunto.
O texto não chegou a ser publicado e após a morte de Franklin, ficou um tempo esquecido, porém, reapareceu em 1990, numa antologia organizada por Karl Japikse e publicada pela Enthea Press intitulada Fart Proudly – Writings of Benjamin Franklin You Never Read in School ou “Peide com Orgulho – Escritos de Benjamin Franklin que Você Nunca Leu Na Escola”.
O historiador Alain Corbin na obra História da Vida Privada - volume 4 (Companhia das Letras), conta que em uma época anterior, em que predominavam as comunidades rurais, o pum era sinal de "bom desempenho das funções naturais". A higiene íntima, fruto do "processo civilizatório", é que acentua "o desejo de manter à distância o dejeto orgânico, que lembra a animalidade, o pecado e a morte", como diz o autor.
Se para você pum é um problema, saiba que ele é inerente ao homem. "O ser humano elimina até 1,5 litros de gases pelo ânus por dia. Dá uma média de 10 a 20 flatos", diz Marcelo da Silva Pedro, médico-cirurgião do aparelho digestivo e 2º secretário do departamento de gastroenterologia da Associação Paulista de Medicina. As queixas sobre excesso de pum, que segundo o médico são muito comuns, só não são maiores porque a maioria dos gases escapam despercebidamente.
A fabricação dos chamados flatos no nosso intestino também pode ter características genéticas e passar de pai para filho. "Pais passam bactérias para os filhos no convívio. O seu pum vai ser parecido com o do seu pai", diz o gastroenterologista e professor do gastrocentro da Unicamp, Ademar Yamanaka.
O que é possível fazer é aliviar o excesso e reduzir o odor. As dicas são bem simples. "Gases são fruto do que a gente come ou bebe", diz Yamanaka. A dica é: observe a comida (e a forma como você come).
Para dar uma pitada de humor: O então presidente da República, marechal Eurico Gaspar Dutra, tinha um chefe de gabinete chamado Carlos Alberto Aguiar Moreira, um homem muito sagaz. O anedotário político registra que, um dia, Dutra teria comido uma feijoada antes de um ato no Palácio do Catete, ao qual estavam presentes ministros, jornalistas, famílias etc., pois ele iria assinar um documento muito importante. Silêncio respeitoso no salão, quando o presidente Dutra, num deslize acidental, soltou um belo peido que ecoou na sala, um barulho horroroso, quando o chefe de gabinete Carlos Alberto, que estava atrás do presidente, curvou-se e disse em alto e bom som para que todos ouvissem: “Perdão, presidente”, assumindo o peido presidencial. O que lhe valeu a gratidão do presidente com a nomeação para um belo cargo.O pum fazendo história.
Proponho que se faça um resgate do pum nosso de todos os dias.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

O corpo humano fala. Ele tem um sistema de comunicação que, se devidamente entendido pelo homem, vai se constituir num aliado muito valioso. A grande maioria das pessoas não sabe decodificar essa linguagem, quase sempre silenciosa. 

Mas tem algumas que são ruidosas, e como são. Por exemplo, o arroto, o espirro e o pum. Destas emanações, o arroto e o espirro são aceitas naturalmente. Os árabes, segundo uma lenda antiga, quando recebem alguém para uma refeição e o convidado não arrota ao final, consideram que o alimento não foi bem aceito.

 
Os japoneses e as loiras PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Ter, 22 de Janeiro de 2019 17:12
OS JAPONESES E AS LOIRAS
As loiras sempre chamam mais a atenção dos homens. Por quê? Não sei. Parece que esse mito teve origem num filme dirigido por Howard Hawks (americano, cineasta, produtor e diretor de cinema da era clássica de Hollywood) em 1953: Os homens preferem as loiras.
Existe um boato de que toda mulher, se não é, vai ficar loira, ou quer ser loira, pelo menos uma vez na vida. Talvez seja por isso que muitas mulheres pintam o cabelo de loiro. Será verdade? Qual seria o apelo do cabelo loiro?
Esse assunto apareceu por acaso, quando fiz uma pesquisa sobre a vida em Campo Grande nos anos 40, e verifiquei um dado curioso que se deu no meio da colônia nipônica.
Os japoneses aqui aportaram nos idos do século passado, muito contribuíram e continuam contribuindo com seus descendentes para o desenvolvimento da nossa terra.
Inicialmente eram muito fechados, no que diz respeito ao convívio social. Cultuavam intramuros suas tradições, seus costumes e suas religiões. Integraram-se no trabalho, mas permaneciam fechados para a sociedade em geral. Os casamentos, quando não eram acertados, até à distância, com os cônjuges se conhecendo apenas no dia da cerimônia, se realizavam somente entre eles mesmos.
Até que três jovens, legítimos representantes dos antigos samurais, – decidiram com coragem e ousadia contrariar a tradição, permitindo que o coração falasse mais alto. Eles eram das famílias Mihayra, Katayama e Yamaki, e tomaram a iniciativa de se casar fora dos limites da colônia, e não somente isso, mas com loiras! Foi um escândalo. Abalaram as estruturas.
Naturalmente, hoje o casamento inter-racial é algo corriqueiro, mas naquela época era raro e dava o que falar, Vejamos:
Dessas três famílias, o primeiro a se casar com uma brasileira loira foi  Eissun Miyahira, que se casou com a  Neci. Eissun era proprietário de um hotel na avenida Mato Grosso, perto da estação ferroviária, Hotel Estação, e a Neci tinha um ateliê de costura. Da união de Eissun e Neci nasceram três filhos homens: Cid, o mais velho, famoso tocador de corneta nas fanfarras do Colégio Dom Bosco; o segundo filho se formou em Medicina e foi trabalhar em Rondônia; e o mais novo, Renê, mora no Rio de Janeiro.
Na avenida Afonso Pena, ao lado do cine Alhambra, havia o Bar Alhambra e o Photo Katayama. O bar era uma sociedade entre Hiyoshi Katayama e Eissun Mihayra. Dentro do bar, havia um recanto chamado Casa do Chá, frequentado pela sociedade. Com a dissolução da parceria, o Photo Katayama foi ampliado e passou a se chamar Studio Oriente, especializado em fotografias, profissão do Hiyoshi.
Quando chegou ao Brasil, anos antes, Hiyoshi havia se instalado em São Paulo, e trabalhou como fotógrafo nos parques e jardins, era um autêntico “lambe-lambe”. Foi quando conheceu Katsuio, que trabalhava como babá dos filhos do então governador de São Paulo, Rodrigues Alves (mais tarde presidente da República). Conheceram-se quando ela levava as crianças para brincarem no parque, e se apaixonaram.
Katsuio pediu demissão do emprego e disse ao governador que iria se casar. Indagada  onde iria morar, ela disse que o seu futuro marido queria vir para Mato Grosso, especificamente para Campo Grande. O governador, indignado, disse para a Katsuio que o seu namorado era louco e ela também, pois não sabiam o que era Mato Grosso. Não adiantou, se casaram e vieram para Campo Grande por volta de 1920.
O casal teve seis filhos: Paulo, Roberto, Clarinda, Jorge, Eduardo (que se formou em Medicina) e um sexto que veio a falecer depois de uma viagem ao Japão.
Daisi Mendes, também loira, trabalhava no ateliê de costura de Neci, local onde Roberto Katayama a conheceu e se enamorou dela. E se casaram em 1945. Esse foi o segundo casamento, desta vez entre um nissei (que é como se denominam os descendentes de japoneses da primeira geração nascida no Brasil) com uma brasileira descendente de portugueses, contrariando a opinião do pai dele que naquela época não admitia o casamento entre um japonês e uma brasileira. Para se casar com ela Roberto saiu de casa. Quando nasceu o primeiro filho, Renato, houve a reconciliação da família. Renato era o primeiro filho e primeiro neto, se tornou o xodó do avô.
Desta união nasceram, além de Renato, Sérgio e Eva Maria. Roberto Katayama fundou o Foto Roberto, na Rua Dom Aquino, com a ajuda dos amigos Nicolau Duailibi (padrinho do Renato) e Klaus Sturk.
O terceiro casamento de um japonês com uma loira foi o do dr. Koei Yamaki, médico muito conceituado que atendia preferencialmente a colônia nipônica. Casou-se com Sylvia Vieira de Mello em 1949. Desse casamento nasceram cinco filhos: Eliane Masry, Ricardo Eugênio, Lílian Rose, Hilei Cristina e Gilson Eduardo. Koei e Sylvia ficaram casados até 1962, quando se divorciaram.
A seguir, o dr. Koei casou-se com Terlita de Almeida Garcia, igualmente loira. O casamento durou 15 anos, até o falecimento de Terlita.
Depois o dr. Koei casou-se com Nair Schaedler, também loira. O casamento durou cerca de 30 anos, até o falecimento dele, com 94 anos.
Um fato a ressaltar é que, tanto a Terlita como a Nair, que não tiveram filhos com o dr. Koei, conseguiram manter em harmonia a convivência familiar entre todos.
Assim fica registrada a saga corajosa desses três samurais que fizeram história.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

As loiras sempre chamam mais a atenção dos homens. Por quê? Não sei. Parece que esse mito teve origem num filme dirigido por Howard Hawks (americano, cineasta, produtor e diretor de cinema da era clássica de Hollywood) em 1953: Os homens preferem as loiras. 

Existe um boato de que toda mulher, se não é, vai ficar loira, ou quer ser loira, pelo menos uma vez na vida. Talvez seja por isso que muitas mulheres pintam o cabelo de loiro. Será verdade? Qual seria o apelo do cabelo loiro?

 
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