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Normas de comportamento PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Ter, 09 de Abril de 2019 17:37
NORMAS DE COMPORTAMENTO
A história da humanidade é rica de ensinamentos e comportamentos que, ao longo dos milênios, foram se cristalizando na mente e no coração dos homens, estabelecendo
certas atitudes.
Numa busca rápida pelo super Google – sem dúvida, a mais completa ferramenta de consulta  de informação jamais inventado – encontramos algumas referências sobre os códigos, leis e mandamentos que  vêm norteando o comportamento de quem tem acesso ao mundo digital.
O Código de Hamurabi, é considerado um dos mais antigos c´dogiso de conduta de que se tem notícia, foi implantado no século XVIII a.C. pelo rei Hamurabi, pertencente à  primeira dinastia babilônica. Pouco depois de ascender ao trono, o jovem soberano deu início à fusão de semitas e sumérios em uma unidade política e civil, imposta não só pelas armas, mas também pela ação administrativa e pacificadora, e dessa forma conquistou, por meio de acordos e guerras, quase toda Mesopotâmia.
A seguir temos o Bhagavad-Gita, livro que rege a religião hindu, revelado por Krishna, que viveu na Índia há mais de 5.000 anos (por volta de 3.000 a.C.). Trazendo uma mensagem de amor, fé e esperança, e é reverenciado por budistas, hindus e brâmanes. Foi escrito na melhor tradição dos livros sagrados e relata a luta travada no espírito humano pelo Bem contra o Mal, a supremacia do espírito sobre o egoísmo, as paixões e os prazeres mundanos.
Depois, foi a vez de Moisés com os Dez Mandamentos, retratados nos livros do Êxodo e do Deuteronômio. Os Dez Mandamentos foram recebidos por Moisés no Monte Sinai, há aproximadamente 1250 anos antes de Cristo, contendo os fundamentos que desde então norteiam a religião judaica.
O Tao-Te-King trás os ensinamentos de Lao-Tsé, nascido aproximadamente no ano 500 antes de Cristo. Esses escritos orientaram a filosofia chinesa e também servem de inspiração para muitos ocidentais até hoje.
O Tri-Pitakas - livro sagrado dos budistas, foi revelado por Deus a Sidarta Gautama, o Buda, que nasceu no ano 556 antes de Cristo, filho único de um rei do Himalaia, atual Nepal. Buda abandonou a vida principesca para viver como um mendigo em busca da verdade espiritual. Após 45 anos pregando a sabedoria e a compaixão, Buda entrou no Nirvana, ou seja, alcançou a "Grande Morte". Este foi um dos acontecimentos mais belos e significativos da história da humanidade, enriquecendo a mente humana e transbordando bondade, amor e compaixão através dos séculos até os dias atuais.
O Alcorão é um dos livros mais influentes da história. Foi revelado por Maomé, que nasceu em Meca, na Arábia, em 570 d.C. e faleceu aos 62 anos, em Medina. Para mais de 800 milhões de muçulmanos, espalhados em pelo menos 40 países do mundo, ele é a própria palavra de Deus. O Alcorão é um código de leis que se sobressai por sua pureza de estilo, sabedoria e verdade, constituindo-se em uma força indutora do comportamento religioso, social e político. Prescreve aos homens uma vida de submissão à vontade divina, e rapidamente se espalhou pelo mundo, fazendo com que durante a época áurea da civilização islâmica muitas nações diferentes fossem unidas em uma grande fraternidade.
Dentre todos os seres iluminados, destaca-se de forma marcante a figura de Jesus, que com toda simplicidade e clareza definiu e sintetizou todos os mandamentos em um só:
Amar a Deus sobre todas as coisas do céu e da Terra e ao próximo como a si mesmo.
Em todas estas escrituras sagradas o homem é convocado por seu Criador a desenvolver e exercitar virtudes como o amor, a bondade, a compaixão, a justiça, a equidade e a retidão.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

A história da humanidade é rica de ensinamentos e comportamentos que, ao longo dos milênios, foram se cristalizando na mente e no coração dos homens, estabelecendo certas atitudes.

Numa busca rápida pelo super Google – sem dúvida, a mais completa ferramenta de consulta  de informação jamais inventado – encontramos algumas referências sobre os códigos, leis e mandamentos que  vêm norteando o comportamento de quem tem acesso ao mundo digital.

 
A nossa construção. PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 01 de Abril de 2019 01:33
A NOSSA CONSTRUÇÃO
Nós nascemos, crescemos, estudamos, trabalhamos, constituímos família, provemos sua sustentabilidade, educamos nossos filhos, desfrutamos da vida, nos aposentamos e morremos.
Mas será que vivemos? Ou passamos pela vida?
Com quê, efetivamente, contribuímos para nós mesmos?
Lá atrás, Deus disse a Moisés que colocara o seu mandamento no coração e na palavra do homem (Dt 30.11-14). O que isso significa? Significa que cada um de nós, desde a  criação e por toda a eternidade, está dotado dos meios e condições para exercer o próprio trabalho e contribuir para a evolução e aprimoramento físico, mental e espiritual do mundo em que vivemos. Que depende de cada um, diretamente.
Mas quem sabe como fazer para utilizar esse instrumental? Aí está o X da questão. Como somos seres em construção, cabe a cada um descobrir por si só. Por meio da meditação e da oração. Pelo silêncio.
Nas Escolas de Mistérios do Egito Antigo, os escolhidos para se submeterem às provas  da iniciação esotérica  tinham que passar por um período de silêncio e de clausura durante três anos, nos quais não podiam emitir nenhum som, nem quando estivessem sozinhos, o que acontecia na maior parte do tempo. O silêncio interior servia para fortificar suas vontades e seus espíritos. Somente os que vencessem esse período eram admitidos à iniciação.
Quando aprendermos a usar o mandamento colocado em nossa palavra e descobrirmos o seu potencial, começaremos a fazer o nosso trabalho. Deus criou o mundo pelo poder da palavra. “Ele disse: Faça-se a luz e a luz foi feita” (Gn 1, 3-4).
Da mesma forma, cada um tem o mesmo poder criador. Todos somos filhos Dele. “Vocês não sabem que são templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês?” (1 Cor 3,16-17).
Mas, para que esse poder seja usado adequadamente, depende da sua utilização consciente. Como não recebemos uma instrução a respeito do seu uso, vamos aos trancos e barrancos, aprendendo, apanhando, errando, por tentativas e acertos até que encontramos a embocadura e começamos efetivamente a promover a nossa construção. Que tem começo, mas não tem fim, porque nossa existência é infinita. O uso adequado do silêncio e da palavra vai nos permitir o fortalecimento interior que será a base da nossa evolução, a aquisição do discernimento – a primeira etapa nessa direção.
Não devemos ter pressa, nem preguiça. Temos a eternidade pela frente. José Ortega y Gasset, escritor e filósofo espanhol – que influenciou e continua influenciando muita gente –, ensina com muita propriedade: “Caminhe lentamente, não se apresse, pois o único lugar ao qual tem que chegar é a si mesmo”.
Charles Chaplin, o genial Carlitos, que com sua arte encantou várias gerações, era também, escritor, filósofo e pensador que dominava com muita criatividade todas as artes, enriquecendo nossas vidas com o poema “Quando me amei de verdade”, do qual apresento a sua conclusão:
“Quando me amei de verdade, me libertei de tudo que não é saudável: pessoas e situações, tudo e qualquer coisa que me empurrasse para baixo. No início a minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que isso se chama... Amor próprio”.
Esses ensinamentos nos encaminham para a busca do entendimento básico, nos dirigindo para a fonte de tudo: Deus. Que tudo criou e instituiu os meios próprios para essa busca.
E nós, seres humanos que estamos no olho do furacão (ao contrário do que se pensa, é um lugar sereno), nos vemos envolvidos por essas teorias e sinto que devemos procurar o lugar seguro para aplicar o discernimento: nosso coração.
Vamos fazê-lo? Depende de cada um. “Se compreendes as coisas são como são; se não compreendes, as coisas são como são”.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Nós nascemos, crescemos, estudamos, trabalhamos, constituímos família, provemos sua sustentabilidade, educamos nossos filhos, desfrutamos da vida, nos aposentamos e morremos.

Mas será que vivemos? Ou passamos pela vida? 

Com quê, efetivamente, contribuímos para nós mesmos?

 
A mais bela estação, de novo e sempre. PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 25 de Março de 2019 18:19
A MAIS BELA ESTAÇÃO, DE NOVO E SEMPRE.
A estação mais espiritualizada do planeta está no ar, de novo e sempre, trazendo em seu bojo a dimensão da transitoriedade, da renovação, da transformação, do desapego, do esvaziamento para preenchimento pelo novo: o outono chegou!
É uma estação tão marcante que renova e embeleza tudo. É a estação do silêncio, do recolhimento, da meditação, da reflexão. É a chegada da serenidade. Saber esperar é uma virtude. Aceitar sem questionar, que cada coisa tem seu tempo certo para acontecer...é ter fé!
A nossa bela e amada cidade morena, nesta estação se torna ainda mais bonita, mais florida. As margens do córrego Prosa, em seu trecho ao longo da avenida Ricardo Brandão, estão cobertas de flores, que passa a ser o cartão postal de Campo Grande, no momento.
As majestosas paineiras que ornam as suas orilhas, de repente, sem aviso prévio, sem anúncio formal, sem buzina, sem alarde, silenciosamente passam a exibir o colorido das flores encantando aos transeuntes.
É o que acontece todo ano, quando chega o outono. E essas árvores logo depois nos brindam com um tapete multicolorido, quando suas flores cumprem o período de floração e naturalmente caem, trazendo um segundo espetáculo da natureza para os nossos olhos. Como bem ensinou Lavoisier: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo apenas se transforma”.
O outono nos leva à meditação serena e silenciosa, quando também aprendemos que cada um deve viver sua vida de forma natural e individual, sem permitir influências externas e deve ser vivida de uma forma nova.
Passado o verão com sua agitação inerente, nos encaminhamos para o recolhimento do inverno, passando por uma transição natural, num momento próprio para encontrarmos serenidade e prazer, a fim enfrentarmos os obstáculos e problemas da vida.
Quando chega o outono, com a harmonia de um céu cristalino, advém uma lição de sabedoria, a pessoal e intransferível responsabilidade de cada um, de buscar e viver a inefável experiência da existência.
Esse momento nos proporciona a oportunidade de um encontro íntimo, convidando e estimulando nossa espiritualidade para um encaminhamento único em busca do bem.
Nietzsche afirmou: “Repare que o outono é mais estação da alma do que da natureza”. Marina Gold, psicóloga, mestra em Semiótica pela PUC/SP, também escreveu a respeito do outono, o que endosso abaixo “in totum”:
“A exuberância ardida do verão vai declinando para temperaturas mais amenas. A sinfonia da vida desce uma oitava. O cotidiano abaixa do galope ao passo. O coração é inundado por comoventes serenidades. O mundo desacelera.
Depois de tanto calor, a beleza do mundo se renovará diferente, mais contida, em tons pastéis: outras cores, outros aromas, outros sabores. O coração desaquecerá, abrandando o ritmo, mudando o compasso no vivenciar de uma temporalidade que se alonga como se os dias, horas, minutos passassem mais devagar.
No outono, com menor velocidade e pulsação ao redor, podemos contemplar as coisas – todas as coisas: materiais, psicológicas e espirituais – com maior riqueza de detalhes. Visitamos as mesmas paisagens, já nossas conhecidas, e nos surpreendemos com coisas que ainda não tínhamos notado, outros contornos”.
É tempo de refletir, de repensar, de agradecer, de deixar cair nossas folhas secas e velhas. É um tempo de paz e de serenidade que, esperamos venham a inundar nossas mentes, nossos corações, nossas almas e espíritos, e que isso se reflita no comportamento de nossa gente que ultimamente se viu tão agredida, violentada, brutalizada pela força da natureza e pela violência que impera em algumas mentes imaturas ou inconscientes.
Assim, vamos outonear, aproveitando a oportunidade que a estação mais espiritualizada do planeta nos proporciona.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

A estação mais espiritualizada do planeta está no ar, de novo e sempre, trazendo em seu bojo a dimensão da transitoriedade, da renovação, da transformação, do desapego, do esvaziamento para preenchimento pelo novo: o outono chegou!

É uma estação tão marcante que renova e embeleza tudo. É a estação do silêncio, do recolhimento, da meditação, da reflexão. É a chegada da serenidade. Saber esperar é uma virtude. Aceitar sem questionar, que cada coisa tem seu tempo certo para acontecer...é ter fé!

 
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