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De algoz a apóstolo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 07 de Janeiro de 2019 21:12
DE ALGOZ A APÓSTOLO
A história da humanidade é rica em registrar atos e comportamentos de homens e mulheres eminentes que serviram de farol para iluminar os caminhos e também está repleta de eventos que marcaram época: as viagens de Colombo, as noventa e cinco teses de Lutero, a invenção da imprensa, a pólvora, a bússola, a Revolução Francesa, o impacto de Voltaire e Rousseau no pensamento político ocidental no século XVIII, o advento do Espiritismo com Allan Kardeck e a explosão da bomba atômica são apenas alguns exemplos que representam uma ruptura em relação ao passado.
Com a intenção de recuperar o acesso cristão a Jerusalém, muitos fiéis foram a combate esperando reconhecimento espiritual e recompensas por parte da Igreja. Era a Guerra Santa, iniciada com a Cruzada no século XI e que durou três séculos, acumulou mortes e deu início ao eterno confronto religioso entre Ocidente e Oriente.
Sem dúvida, a criação e expansão das religiões contribuíram e muito para as grandes transformações. As mudanças de comportamento determinadas pelos interesses dominantes nem sempre foram edificantes.
Uma das mudanças mais marcantes, sem dúvida, foi a de Saulo de Tarso. Judeu, fariseu, doutor da lei, um defensor arraigado dos princípios da religião hebraica, viveu no século I d.C. e foi um dos mais ardorosos perseguidores dos cristãos. Quando da prisão de Estêvão (o primeiro mártir do cristianismo, morto por apedrejamento, por isso chamado de Protomártir, no qual Saulo estava presente), os judeus depositaram seus mantos aos pés de Saulo como demonstração de submissão e de liderança. Ele assumiu a campanha para erradicar de uma vez o cristianismo nascente.
O Sinédrio – a assembleia de juízes judeus que constituía a corte e o legislativo supremos da antiga Israel, dirigida por um sumo sacerdote –, conferiu cartas a  Saulo dirigidas às sinagogas de Damasco, autorizando perseguição contra os cristãos de lá. Saulo empreendeu viagem, para ali descobrir, prender e executar os cristãos daquela cidade. Ao chegar nas cercanias de Damasco, caiu do cavalo, cegado por uma forte luz que descia do alto. Ao cair, escutou uma voz: “Saulo, Saulo porque me persegues?”. Ele respondeu: “Quem sois, Senhor?”. E a Voz respondeu: “Jesus a quem persegues; mas levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer”.
Saulo, cego, ficou sem voz, no chão. Foi levantado pelos seus companheiros, que a tudo assistiam sem entender nada. Levado a Damasco, foi hospedado numa pousada. Ali permaneceu por três dias, meditando e especulando sobre o que lhe estava acontecendo até que Ananias, seguidor de Jesus e atendendo a uma determinação, o visitou celebrando sua súbita e surpreendente conversão ao cristianismo. A partir desse momento, Saulo foi batizado e começou a pregar o evangelho de Jesus, acompanhado de Ananias.
A resistência dos cristãos em relação a Saulo era muito grande, pois até então ele era o mais encarniçado perseguidor do cristianismo. Não acreditavam em sua palavra. Somente com o testemunho de Barnabé, que passou também a acompanhá-lo, foi que pouco a pouco começaram a aceitá-lo.
Num episódio relatado por Lucas – redator do livro dos Atos dos Apóstolos, no Novo Testamento – capítulo 13, versículo 9, Saulo passa a ser chamado de Paulo: “Então Saulo, que também se chamava Paulo repleto do Espírito Santo, fixou nele o olhar e disse...”.
A partir daí Lucas usa pela primeira vez e para sempre o nome romano dele, Paulo, em todos os seus escritos. Lucas nesse momento faz a transferência de Paulo para o primeiro plano na evangelização dos gentios; ou seja ele não é mais um simples auxiliar de Barnabé, mas é o verdadeiro chefe da missão. É verdadeiramente Paulo, seguidor de Cristo.
O nome hebreu dado por seus pais a ele era Saulo, mas seu pai era um cidadão romano, cuja cidadania Paulo também herdou. Saulo também tinha o nome latino Paulo.
A partir daí começa sua pregação em Jerusalém, que se estendeu por todo o Oriente e também no Ocidente, o que lhe deu o título de “Apóstolo dos Gentios”. Foi preso por sete vezes, confirmando sua fé consubstanciada nos seus atos verdadeiros e corajosos, torturado, e, na iminência de ser julgado, invocou sua condição de cidadão romano, sendo então conduzido a Roma. Durante a viagem, o navio que o levava naufragou e ele se salvou por milagre.
A pregação de Paulo não se restringiu unicamente à oratória, mas também por suas epístolas, nas quais sintetizou com muita propriedade o seu trabalho, mantendo contato com seus seguidores, eternizando seus atos e sua mensagem de forma perene.
Paulo foi juntamente com Pedro, o grande divulgador do evangelho de Jesus.
Preso, Paulo foi acusado, ao lado de outros cristãos, de ter incendiado Roma, na realidade um ato insano de Nero, imperador, que buscava inspiração para seus versos. Por essa acusação Paulo foi decapitado.
Mas sua pregação permaneceu, atravessando todos os milênios e consagrando seu nome para sempre. Ficou conhecido como São Paulo.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

A história da humanidade é rica em registrar atos e comportamentos de homens e mulheres eminentes que serviram de farol para iluminar os caminhos e também está repleta de eventos que marcaram época: as viagens de Colombo, as noventa e cinco teses de Lutero, a invenção da imprensa, a pólvora, a bússola, a Revolução Francesa, o impacto de Voltaire e Rousseau no pensamento político ocidental no século XVIII, o advento do espiritismo com Allan Kardec e a explosão da bomba atômica são apenas alguns exemplos que representam uma ruptura em relação ao passado.

Última atualização em Qua, 09 de Janeiro de 2019 19:51
 
UEZE PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 30 de Dezembro de 2018 11:37
UEZE
No dia 27 de dezembro, faleceu o empresário Ueze Elias Zahran. Com 94 anos.
Ueze era um homem diferente. A começar pelo nome. Pesquisando na internet para entender o seu significado, não encontrei nada, o que só reforça a originalidade do nome. Pude confirmar que, ao contrário do que possa parecer, Ueze não é uma  corruptela de Zeus. o deus dos deuses do Olimpo. Mas poderia ser. Vejamos:
Ueze tinha um porte aristocrático. Altivo, parecia que estava sempre desfilando. Nos tempos de outrora, quando vinha a Campo Grande, ele se reunia com os amigos na loja do Gabura, um dos antigos pontos de encontro de nossa cidade, frequentado por empresários e homens da sociedade. Por seu porte elegante, ganhou o apelido de príncipe. Ueze, o príncipe.
Ueze tinha algumas iniciativas interessantes no campo pessoal. Quando o ex-presidente Jânio Quadros caiu no ostracismo, por exemplo, passou a ser um convidado freqüente na casa de Ueze em São Paulo, onde era muito bem recebido.
Empreendedor, sonhador, audacioso, corajoso, valente, realizador. O talento empresarial de Ueze vem sendo bem destacado pela imprensa por ocasião de seu falecimento.
Quando da implantação da TV Morena, a primeira da rede mato-grossense de rádio e televisão – hoje já são sete emissoras nos estados de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul –, o grupo Zahran enfrentou um grande desafio. Concorreu com o grupo dos Diários Associados, que detinha uma rede de emissoras já implantadas que eram de propriedade de Assis Chateaubriand, o maior conglomerado de comunicação nacional da época, ou seja, um concorrente fortíssimo e de grande influência no período militar, em 1965. Mas Ueze e seu irmão Eduardo venceram essa batalha.
Ueze era o segundo de seis irmãos: Eduardo, Nagib, Jorge, João, e a única irmã, Jeannette. Ueze contou com o apoio de seus irmãos, que sempre participaram do grupo empresarial da família, com exceção de Nagib, engenheiro civil, que pouco depois afastou-se do grupo conquistando seu próprio caminho profissional. O irmão mais velho, Eduardo, acometido de uma severa deficiência física, graças à sua obstinação pôde recuperar a mobilidade e tornou-se o grande incentivador de Ueze.
A conquista gradativa do mercado de gás de cozinha – um dos pilares do empreendedorismo do grupo Zahran, que veio a se tornar uma de suas marcas registradas, a Copagaz – foi uma demonstração clara da audácia profissional de Ueze, nesse campo tão competitivo. Principalmente nesse caso, disputando mercado com o capital estrangeiro.
O empresário Ueze Zahran, certamente ficará na memória de seus milhares de funcionários, que sempre se viram muito bem tratados pelo patrão. Quando visitava suas empresas, Ueze fazia questão de cumprimentar os funcionários que ia encontrando  parando para conversar com eles. Nas suas empresas, em geral, os funcionários duravam muitos anos no trabalho e dali só saiam aposentados. O treinamento constante e a qualificação profissional eram uma prática corriqueira no grupo Zahran.
Em 1998, foi criada a Fundação Ueze Elias Zahran, uma instituição sem fins lucrativos, para exercer ações complementares ao poder público, promovendo e apoiando projetos educativos, culturais e ambientais, com objetivo de minimizar as desigualdades sociais em nosso estado. Suas iniciativas no campo social, marcarão para sempre as vidas das pessoas beneficiadas.
O alcance das iniciativas de Ueze no campo social foi tão significativo que mereceu reconhecimento pela ONU, que lhe concedeu o título de guardião de desenvolvimento do milênio, em 2015.
Ueze deixou suas digitais também na Santa Casa de Campo Grande, com a doação de um grupo gerador de energia valioso, que muito tem contribuído para o bom funcionamento daquela instituição que presta serviços à nossa população.
Para a publicação do livro Decolando Daqui –, que conta a história da aviação em nosso estado –, editado pelo Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, de minha autoria em parceria com Vera Tylde de Castro Pinto, contamos com o valioso patrocínio da Fundação Zahran.
Ueze deixou um rastro de luz, de trabalho e de amor ao próximo, que certamente vão iluminar e orientar a todos os que tiveram a oportunidade de conviver com ele. Seguramente está a partir de agora, contribuindo com sua inteligência e sua força de trabalho para o enriquecimento da espiritualidade no andar de cima.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

No dia 27 de dezembro, faleceu o empresário Ueze Elias Zahran. Com 94 anos.

Ueze era um homem diferente. A começar pelo nome. Pesquisando na internet para entender o seu significado, não encontrei nada, o que só reforça a originalidade do nome. Pude confirmar que, ao contrário do que possa parecer, Ueze não é uma  corruptela de Zeus. o deus dos deuses do Olimpo. Mas poderia ser. Vejamos:

Ueze tinha um porte aristocrático. Altivo, parecia que estava sempre desfilando. Nos tempos de outrora, quando vinha a Campo Grande, ele se reunia com os amigos na loja do Gabura, um dos antigos pontos de encontro de nossa cidade, frequentado por empresários e homens da sociedade. Por seu porte elegante, ganhou o apelido de príncipe. Ueze, o príncipe.

 
JESUS PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qua, 26 de Dezembro de 2018 20:09
JESUS
O povo judeu, ao longo dos tempos, sempre foi hostilizado, perseguido e condenado como nenhum outro povo. E apesar disso, ou por causa disso, se mantém unido e firme na defesa de sua nacionalidade, de sua etnia e de sua religião. O que será que provoca tanta ojeriza a esse povo?
Liev Tolstoi, o célebre escritor russo, ponderou sobre a sobrevivência dos judeus, mas também sentiu que sua existência tinha a ver com um propósito único: “O que é um judeu?… Que espécie de criatura única é esta que todos os governantes de todas as nações do mundo desgraçaram e esmagaram e expeliram e destruíram; perseguiram, queimaram e afogaram e que, apesar de sua ira e sua fúria, continua a viver e a florescer?… O judeu é o símbolo da eternidade.… Ele é aquele que durante tanto tempo guardou a mensagem profética e a transmitiu a toda a humanidade. Um povo tal como este nunca poderá desaparecer. O judeu é eterno. Ele é a personificação da eternidade.”
O povo de Israel trabalhou duro para guardar o princípio da união.
De ninguém – senão dos judeus – se espera uma sociedade integralmente exemplar. A luz que os judeus estão obrigados a trazer às nações é a luz de uma sociedade unida, na qual responsabilidade mútua e amizade prevalecem, onde “ama teu próximo como a ti mesmo” é o lema, a fundação, e a meta à qual os indivíduos na sociedade aspiram alcançar.
Foi o povo que recebeu os Dez Mandamentos, por intermédio de Moisés.
Há mais de dois mil anos, a humanidade recebeu a Luz que passou a iluminar todos os quadrantes da Terra, desde então e para sempre: Jesus. Que era judeu, da tribo de Judá, filho de judeu, descendente de judeus.
Seu pai, José, era judeu. Sua mãe, Maria, era judia. Seus avós eram judeus. Todos os seus discípulos eram judeus. Paulo, depois de ter sido o mais encarniçado perseguidor de Jesus, foi depois o maior divulgador de seus ensinamentos. Era judeu. Nós já aprendemos que nada acontece por acaso. E então? Os judeus sempre se consideraram como o povo escolhido de Deus.
Segundo o Livro de Urântia, editado pela Urantia Fundation, “Michael (Jesus), finalmente escolheu Urântia (Terra) como o planeta para cumprir sua auto-outorga final. Depois dessa decisão, Gabriel fez uma visita pessoal a Urântia e pelo resultado de seu estudo dos grupos humanos e de sua pesquisa das características espirituais, intelectuais, raciais e geográficas do mundo e de seus povos, ele decidiu que os hebreus possuíam aquelas vantagens relativas que garantiriam sua seleção como a raça para a auto-outorga”.
Essas considerações todas vêm à tona por ocasião do mês de dezembro, em que se comemora o nascimento de Jesus. Ele marcou de forma indelével a história da humanidade. Tão forte que a história se conta antes e depois do seu nascimento.
Jesus já foi estudado como homem, como carpinteiro, como político, como líder religioso. Ao longo dos milênios, usurpando o seu nome, matou-se muito e de forma contraditória, pois Ele mais do que ninguém pregou a paz e o amor.
Ele não fundou nenhuma religião. Simplesmente deixou o seu exemplo como testemunho maior de seu ensinamento: “Amar a Deus sobre todas as coisas do céu e da terra e ao próximo como a ti mesmo”. Sua mensagem foi tão marcante e verdadeira que se estendeu por todos os quadrantes do nosso planeta e assim deve permanecer para sempre.
É Ele quem inspira grande parte dos seres deste planeta. Neste mês que se reveste de uma energia espiritual de alta significação exatamente porque vem Dele, do seu nascimento, essa energia faz com que muitas as mentes e corações se sintam tocados e voltados para o amor universal.
Vamos vibrar e trabalhar para que essa energia envolva a todos nós e se irradie por todos os meses do próximo ano e para sempre.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

O povo judeu, ao longo dos tempos, sempre foi hostilizado, perseguido e condenado como nenhum outro povo. E apesar disso, ou por causa disso, se mantém unido e firme na defesa de sua nacionalidade, de sua etnia e de sua religião. O que será que provoca tanta ojeriza a esse povo?

Última atualização em Dom, 30 de Dezembro de 2018 11:41
 
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