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O morro do Ernesto PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 12 de Maio de 2019 13:20
O MORRO DO ERNESTO
Campo Grande, cidade morena que não me canso de cantar e de exaltar, tem encantos tais que se mesclam no nosso inconsciente coletivo e enriquecem nosso dia-a-dia. São lugares culturais, históricos, geográficos e turísticos.
Estou sempre muito curioso sobre tudo que diz respeito à nossa cidade. Assim, como membro do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul e coordenador ( juntamente com Vera Tylde de Castro Pinto), dos Seminários de Desenvolvimento Institucional (Sedims) promovidos pelo Instituto, escolhemos para a décima quarta edição do evento o tema: Cenários da Serra de Maracajú.
Dentre os temas já abordados pelos Sedims, desde 2006, procuramos, sempre, proporcionar à intelligentsia pensante e ao meio acadêmico e universitário de nossa cidade, assuntos relevantes, históricos e motivadores.
De lá para cá, os assuntos têm sido dos mais variados, desde a Revolução Constitucionalista, passando pela importância das Forças Armadas em nosso estado, até a história da mulher sul-mato-grossense, a chegada da ferrovia e a imigração japonesa, nossas raízes culinárias, a preservação dos biomas e sustentabilidade ambiental, etc. O ponto em comum entre todos esses temas é sempre a valorização da cultura e da memória sul-mato-grossense.
O Sedims 2019 tem sua programação prevista para os dias 28 e 29 de outubro. Mostraremos diversos aspectos da Serra de Maracaju: geografia, meio ambiente, história, sociologia, literatura e inconsciente coletivo.
A apresentação de cada um dos temas ficará a cargo de associados do Instituto e de professores e profissionais de nossa cidade que serão convidados a participar. Com esse tema na cabeça, de repente me vi – literalmente – de frente para o Morro do Ernesto, que faz parte da Serra de Maracaju. Eu vinha me sentindo estimulado e compelido a saber mais sobre ele e, por que não? ir até lá e conhecê-lo ao vivo.
O Morro do Ernesto está a 20 km de Campo Grande, na fazenda Córrego Limpo e sempre é muito visitado por ser um excelente passeio. Ele mede 580 metros de altura, segundo o proprietário da fazenda, Nelson Prioli, e tem proporcionado aos praticantes de parapente a oportunidade de ali praticarem o vôo livre. Inclusive há uma programação para o dia 16 de junho próximo, com a realização do Pantanal Race Morro do Ernesto 2019.
No último sábado, eu e um de meus genros, Haroldo Braga Júnior, fomos ate lá para uma caminhada. Ele foi meu guia e apoiador, e andamos juntos morro acima durante l hora e meia por uma trilha sinuosa, muito acidentada, pedregosa e íngreme até atingirmos o platô que fica no cume do morro.
Lá chegando, além de uma grande alegria pela conquista de ter completado a trilha até o fim, o dia estava perfeito e pudemos aproveitar a vista maravilhosa que só quem chega lá em cima é capaz de ver em toda sua magnitude. Ao entardecer, ainda tem um pôr de sol esplêndido.
A subida ao Morro do Ernesto é uma prática que recomendo a todos que tenham vontade e aptidão física para encarar o desafio. Para mim foi muito recompensador graças à minha condição física mantida com muito suor e afinco na academia Praktika, onde me exercito há mais de cinco anos.
Assim, do alto de meus quase 79 anos, realizei um sonho. O próximo é acompanhar o Haroldo em sua esticada quinzenal de bicicleta a Rochedinho, que fica a 25 km de Campo Grande.
E vamos que vamos. Avante!
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Campo Grande, cidade morena que não me canso de cantar e de exaltar, tem encantos tais que se mesclam no nosso inconsciente coletivo e enriquecem nosso dia-a-dia. São lugares culturais, históricos, geográficos e turísticos.

Estou sempre muito curioso sobre tudo que diz respeito à nossa cidade. Assim, como membro do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul e coordenador (juntamente com Vera Tylde de Castro Pinto), dos Seminários de Desenvolvimento Institucional (Sedims) promovidos pelo Instituto, escolhemos para a décima quarta edição do evento o tema: Cenários da Serra de Maracajú.

 
Da corrupção PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 12 de Maio de 2019 12:58
DA CORRUPÇÃO
Um dos males mais antigos e nocivos que assediam e corroem a alma humana é a corrupção. Ela se abriga na alma e se perpetua no tempo e no espaço. Começou lá atrás quando Eva corrompeu Adão, segundo a alegoria bíblica, com a maçã. A partir daí ela se propagou.
Com o crescimento da humanidade, tornou-se endêmica chegando a ponto de Deus mandar o Dilúvio para tentar consertar o mundo de então. Outro exemplo está na destruição de Sodoma e Gomorra. E mais: a submersão da Lemúria e da Atlântida, o famoso reino perdido.
Por volta do século XVIII a.C., o rei Hamurabi, da primeira dinastia babilônica, criou “O Código de Hamurabi” um conjunto de leis criadas na Mesopotâmia, com punições severíssimas para qualquer delito, demonstrando tolerância zero com a corrupção. O código é baseado na lei de talião, “olho por olho, dente por dente”.
A corrupção se insinua de forma insidiosa e silenciosa, bem devagar. Ela sabe como se infiltrar e chegar devagarinho, sem alarde, para não chamar a atenção.
Nos tempos atuais, em que tanto se fala sobre a corrupção em todo o mundo, criou-se a imagem de que ela é moderna e de que corrupto é aquele que lesa o poder público, que rouba, que se locupleta com sua atividade funcional, etc. etc.
Mas não é só isso. Essa grande corrupção é apenas a ponta do iceberg. A corrupção tem raízes profundas na alma das pessoas e vai, ao longo das encarnações corroendo o caráter de suas vítimas. Para sua sobrevivência, o corrupto vai aperfeiçoando e sofisticando formas diferentes de sua prática com muita sutileza para envolver o maior número de pessoas.
A corrupção precisa formar equipes de seguidores para sua sobrevivência. E começa com pequenos atos de transgressão aparentemente inocentes, mas que vão se infiltrando e as pessoas se justificam dizendo para si mesmas: ninguém viu, não tem importância, é só desta vez, todo mundo faz.
Thomas Jefferson, terceiro presidente dos Estados Unidos, disse: "Sempre que você fizer algo, mesmo que ninguém venha a saber, faça como se o mundo estivesse olhando para você."
Hoje em dia é muito comum de se ouvir: O fulano é corrupto de nascença. E é verdade. Porque o corrupto em sua grande parte traz o germe da corrupção, em sua alma. Livrar-se desse germe é uma luta de gigante. Precisa de uma determinação férrea.
Nós só conseguiremos eliminar a corrupção quando cada um de nós adotar o lema atribuído a Thomas Jefferson: “O preço da liberdade é a eterna vigilância”. Não pode haver vacilo. O trabalho que cada um deve fazer não comporta tolerância. Não existe meio-corrupto. Uma vez corrupto, é por inteiro.
Aproveitamos, por oportuno, para adicionar parte de Os Versos de Ouro de Pitágoras  que são uma  fonte rica de ensinamento. Selecionamos alguns deles:
“- Leve bem a sério o seguinte: Deves enfrentar e vencer as paixões.
- Não faça junto com outros, nem sozinho, o que te dê vergonha.
- Ao se deitar, nunca deixe que o sono se aproxime dos seus olhos cansados,
- Enquanto não revisar com a sua consciência mais elevada todas as suas ações do dia.
- Pergunte-se: "Em que eu errei? Em que agi corretamente? Que dever deixei de cumprir?”
- Recrimine-se pelos seus erros, alegre-se pelos acertos.
- Deste modo não desejará o que não deve desejar, e nada neste mundo lhe será desconhecido.
- Perceberá também que os homens lançam sobre si mesmos suas próprias desgraças, voluntariamente e por sua livre escolha”.
O filósofo Aristóteles acreditava que a corrupção era típica do mundo sublunar, isto é, o mundo terreno existente abaixo das esferas celestes. Para ele, tudo o que não era terreno era perfeito e eterno, portanto, não podia ser alvo da corrupção (entendida como degeneração). Como seres terrenos, os humanos estavam também sujeitos à corrupção, e isso influenciou profundamente a própria noção de organização política nas civilizações gregas e romanas.
Enfim, cabe a cada um essa tarefa hercúlea que não pode ser delegada a ninguém.
Trabalhemos.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Um dos males mais antigos e nocivos que assediam e corroem a alma humana é a corrupção. Ela se abriga na alma e se perpetua no tempo e no espaço. Começou lá atrás quando Eva corrompeu Adão, segundo a alegoria bíblica, com a maçã. A partir daí ela se propagou. 

Com o crescimento da humanidade, tornou-se endêmica chegando a ponto de Deus mandar o Dilúvio para tentar consertar o mundo de então. Outro exemplo está na destruição de Sodoma e Gomorra. E mais: a submersão da Lemúria e da Atlântida, o famoso reino perdido.

 
O semeador PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 22 de Abril de 2019 18:21
O SEMEADOR
À medida que cada um começa a buscar a sua verdadeira consciência que se encontra no recôndito de seu coração, passa a sentir uma melancolia, uma saudade de algo indefinível, de algo que perdeu e não consegue definir. E esse sentimento só vai refluir pelo autoconhecimento, quando aos poucos o indivíduo vai se reconectando consigo mesmo. E começa a descobrir que o reino de Deus, de que Jesus tanto falava, já está presente no ser, no coração de cada um. E então recupera a alegria de viver e de sentir o que representa a oportunidade da encarnação, do trabalho que cabe a cada um de nós realizar.
Jesus ensinava por parábolas, cuja elucidação exigia um entendimento acurado para sua perfeita aplicação e uso. Ele não entregava o prato feito. Quem quisesse servir-se do prato tinha que trabalhar intelectualmente para cogitar, raciocinar e encontrar o uso adequado do ensinamento recebido.
Uma das parábolas mais significativas é a parábola do semeador, que se encontra nos evangelhos sinóticos (Mateus, 13, 3-9; Marcos 4,2 e Lucas 8, 5-8). Nessa parábola, Jesus explica como o Evangelho é recebido em diferentes contextos.
Jesus contou a parábola à multidão, mas explicou o seu significado apenas aos seus discípulos, como está registrado em  Mateus 13:3-9:
"Ouçam! O semeador saiu a semear. Enquanto lançava a semente, parte dela caiu à beira do caminho, e as aves vieram e a comeram. Parte dela caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; e logo brotou, porque a terra não era profunda. Mas, quando saiu o sol, as plantas se queimaram e secaram, porque não tinham raiz. Outra parte caiu entre espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas, de forma que ela não deu fruto. Outra ainda caiu em boa terra, germinou, cresceu e deu boa colheita, a trinta, sessenta e até cem por um". E acrescentou: "Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça!"
Depois Ele explica aos discípulos que a semente é a Palavra de Deus, e que só germinará “a que cair em terra boa, pois é aquele que ouve a Palavra, a compreende e coloca em prática. Esse com certeza dará fruto. Um dá cem, outro, sessenta e outro trinta por um”.
Marcel Domergue (+1922-2015), sacerdote jesuíta francês, comentou as diversas leituras das parábolas de Jesus, publicadas no sítio Croire,  que reproduzimos a seguir:
“(Jesus)... nos faz descobrir algo de essencial: que o Reino de Deus – ou seja, este universo que se constitui da vontade de Deus – será compartilhado plenamente pela humanidade, já está presente e em atividade na criação e em nossa vida diária.
‘O Reino de Deus é semelhante a...’, diz Ele muitas vezes, no início de suas parábolas. Já o estamos vivendo, portanto, ainda que sem perceber, e a parábola nos permite descobri-lo. Na 2ª leitura, Paulo diz que toda a criação está também ‘gemendo, como que em dores do parto’.
Se Jesus fosse dizer diretamente a verdade, estaria imediatamente fazendo-se rejeitar. Qual é esta verdade? Os seus ouvintes imaginavam que ele tivesse vindo para restabelecer a autonomia de Israel... Enquanto ele veio para fazer seus os sofrimentos e a morte de todos, a fim de libertá-los.
Para estes, Jesus terá falado em vão: a Palavra Semente não produzirá nem cem, nem sessenta, nem trinta por uma. Devemos compreender que Cristo dirige-se a cada um de nós e que temos de perguntar: somos que tipo de terreno? E que fruto, até aqui, a sua palavra tem dado em nós?”
Essa é a grande questão que cada um de nós deverá avaliar e responder com nossos atos e não apenas com palavras.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

À medida que cada um começa a buscar a sua verdadeira consciência que se encontra no recôndito de seu coração, passa a sentir uma melancolia, uma saudade de algo indefinível, de algo que perdeu e não consegue definir. E esse sentimento só vai refluir pelo autoconhecimento, quando aos poucos o indivíduo vai se reconectando consigo mesmo. E começa a descobrir que o reino de Deus, de que Jesus tanto falava, já está presente no ser, no coração de cada um. E então recupera a alegria de viver e de sentir o que representa a oportunidade da encarnação, do trabalho que cabe a cada um de nós realizar.

 
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