Área restrita



Quem está online

Nós temos 16 visitantes online
A saga dos "brimos" PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 21 de Janeiro de 2019 20:59
A SAGA DOS “BRIMOS”
D. Pedro II, imperador do Brasil – o melhor governante que este país já teve –, sempre foi interessado em todos os ramos das atividades humanas: foi o grande incentivador de Alexander Graham Bell, inventor do telefone, criou o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, forneceu uma bolsa de estudos ao maestro Carlos Gomes, no Scala de Milão, que sempre lhe agradeceu por isso. Enfim, sempre estava buscando alternativas para desenvolver o nosso Brasil.
Assim, em viagem pelo Oriente Médio, ficou impressionado com a capacidade dos sírios e dos libaneses, criando então as primeiras condições para atrair a imigração desses povos. As primeiras levas de imigrantes árabes começaram a aportar, inicialmente no Rio e em São Paulo. Depois dirigiram-se para o interior do Brasil.
Aportaram aqui em tal quantidade que, antigamente, se falava que Campo Grande era uma ilha de turcos cercada de japoneses  por todos os lados. Ou vice-versa.
Os libaneses e sírios que vieram para o Brasil no começo do século passado, chamados de turcos por causa dos seus passaportes emitidos na Turquia, são descendentes diretos dos fenícios.
Os fenícios, descendentes de Cam, um dos três filhos de Noé, se localizaram na costa oriental do Mediterrâneo, onde estão o Líbano e a Síria, e se dedicaram ao comércio e à navegação. Eram ousados, corajosos, enfrentavam o mar adentro, descobrindo novas terras, novos povos, com quem comercializavam sem saber as suas línguas, utilizando a linguagem universal do comércio. Eram muito criativos.
Com as condições criadas pelo governo, eles deixaram suas terras, suas tradições, suas leis, sua história e vieram aceitando os nossos costumes, incorporando-se ao nosso país, adotando-o como seu. E aqui nos ofereceram o que de mais puro tinham: sua amizade, sua capacidade de trabalho, sua lealdade, conscientes das exigências para que houvesse uma perfeita integração – franqueza, sinceridade, aceitação, seriedade.
É interessante a identificação dos árabes com os brasileiros. Eles logo que chegaram pegavam suas malas cheias de armarinhos, meias, quinquilharias e se internavam pelo interior do país. Mesmo sem saber falar a nossa língua, mas sabendo muito bem fazer contas, se comunicavam consultando um papel onde estava escrito o fundamental para iniciar uma conversa. Vale ressaltar também a cordialidade com o nosso povo; chamavam-nos de primos, aliás, de “brimos”.
Embora correndo o risco de alguma omissão – da qual desde já me penitencio –, assumo o compromisso de nomear as famílias árabes que conheci e com quem tive a satisfação de conviver: Abrão, Abdulahad, Abuhassan, Abussafi, Adri, Anache, Ayub, Bacha. Bomussa, Buainain, Budib, Calarge, Chaia, Contar, Derzi, Dibo, Domingos, Duailibi, Elossais, Elosta, Esgaib, Felicio, Ferzeli, Georges, Haddad, Ibrahim, Iunes, Jabour, Jallad, Jorge, Lahdo, Kadri, Maksoud, Maluf, Mansour, Melem, Melke, Moukacher, Murad, Nachif, Naglis, Nahas, Nakkoud, Name, Nasser, Nimer, Rahe, Raslan, Razuk, Rezek, Saab, Saad, Sadalla, Saddi, Salamene, Saliba, Salomão, Sater, Selem, Sghir, Siufi, Sleiman, Tannous, Thomaz, Trad, Zaher e Zahran. Todos aqui viveram a sua saga, contribuindo com suas inteligências e vontades para construir a nossa cidade, o nosso estado e o nosso país.
Aqui plantaram suas sementes, constituíram suas famílias, construíram seus patrimônios, desenvolveram os seus negócios, entrosando-se com o nosso povo, criando raízes que os ligaram com a nossa terra para sempre, merecendo a nossa confiança e, por sua vez, confiando em nossa gente. E na dificuldade, receberam a nossa amizade, a nossa confiança.
Uma das características mais marcantes deles era a dedicação ao trabalho. Trabalharam incansavelmente. O trabalho como esforço aplicado se traduziu na conquista do sucesso. Foram também corajosos, acreditaram em si mesmos e no Brasil, como terra da promissão que souberam conquistar. Uniram-se com verdadeira confiança. Os mais velhos guardavam o dinheiro dos mais novos, às vezes sem nenhum comprovante. Valia a palavra.
E como um elo entre eles lembro-me do eterno cônsul do Líbano Assaf Trad, sempre solícito, alegre, gentil, comunicativo, um diplomata por excelência, atento para as questões da colônia.  Aconselhando, orientando, ajudando.
Registro aqui as minhas homenagens e o meu respeito por esta raça sagaz, aguerrida, guerreira e trabalhadora.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

D. Pedro II, imperador do Brasil – o melhor governante que este país já teve –, sempre foi interessado em todos os ramos das atividades humanas: foi o grande incentivador de Alexander Graham Bell, inventor do telefone, criou o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, forneceu uma bolsa de estudos ao maestro Carlos Gomes, no Scala de Milão, que sempre lhe agradeceu por isso. Enfim, sempre estava buscando alternativas para desenvolver o nosso Brasil.

Última atualização em Seg, 21 de Janeiro de 2019 21:04
 
O poder do pensamento positivo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 20 de Janeiro de 2019 22:43

A minha geração e as subsequentes, a partir dos anos 40, sofreram uma grande influência da divulgação maciça de uma nova maneira de encarar a vida: o pensamento positivo. Essa ideia advém, principalmente, das obras dos norte-americanos Dale Carnegie, Napoleon Hill, Norman Vincent Peale, Ralph Waldo Emerson e Billy Graham, para ficar apenas nos pioneiros dessa corrente. Embora para o mundo ocidental pareça que o pensamento positivo foi inventado pelos americanos, na verdade ele existe desde sempre e para sempre, como veremos neste artigo.

 
O ponto de Deus PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 13 de Janeiro de 2019 22:20
O PONTO DE DEUS
As transformações em todos os campos de atividade humana estão sempre a nos surpreender com informações que concorrem para a evolução do homem. Nesse contexto, vemos agora o surgimento da inteligência espiritual.
Compartilharei aqui, praticamente na íntegra, um artigo e uma entrevista de 2011 do site Brasil 247, que inclui uma entrevista e da revista Exame e aborda o conceito do Quociente Espiritual, um termo até então novo para mim, e acredito também para muita gente.
“No início do século passado, usava-se o QI para identificar as pessoas com inteligência acima da média, essa era considerada a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções. A ciência começa o novo milênio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual. Ela nos ajudará a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios.
No livro QS Inteligência Espiritual, lançado em 2010, a física e filósofa americana Danah Zohar aborda um tema tão novo quanto polêmico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida.
Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado ‘Ponto de Deus’ no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas. O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Newsweek e Fortune. Afirma Danah: ‘A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos em uma cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual’.
Danah hoje vive na Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro. Formada em física pela Universidade Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford. É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para o português.
QS Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record). Danah tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho. Em 2011, ela foi entrevistada pela revista Exame em Porto Alegre durante o 300 Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suíça, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo.
Segundo a dra. Danah, tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional. Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual”.
Ainda na entrevista à revista Exame, ela mostra a diferença entre a inteligência espiritual e a inteligência emocional: “É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso. A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade”.
Ela diz mais: “Quando eu digo ‘minha vida é minha oração’, significa saber que minha vida é um presente de Deus e que precisamos fazer a diferença neste planeta”.
Em que pese toda a erudição e capacidade da dra. Danah Zohar, e com todo respeito, eu discordo da localização do “Ponto de Deus” no cérebro como ela afirma. Que ele existe, não tenho dúvida. Mas, no meu entendimento, baseado em minha intuição e no relato bíblico, em que Deus diz a Moisés, que ele colocou seu mandamento no coração e na palavra do homem (Dt 30. 11-14). É ali que se localiza o “Ponto de Deus”, no coração.
Agora, quanto aos princípios da inteligência espiritual que ela apresenta, concordo inteiramente e que são basicamente transformadores:
1. Tenha pensamentos positivos, sempre.
2. Descubra quem você é.
3. Tenha humildade.
4. Viva a compaixão.
5. Reveja seus valores.
6. Viva o presente.
7. Estamos conectados e o jeito que vivo minha vida afeta a vida do outro.
8. Sempre perguntar por quê
9. Mude sua mente, seus paradigmas e coloque seus pontos-de-vista sob uma nova perspectiva.
10. Valorize seus princípios, mesmo que sejam impopulares.
11. Celebre a diversidade.
12. Descubra a sua vocação, o seu propósito de vida e em como você pode fazer a diferença.
Sem dúvida, o trabalho da dra. Danah Zohar é uma grande contribuição para a evolução do ser humano.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

As transformações em todos os campos de atividade humana estão sempre a nos surpreender com informações que concorrem para a evolução do homem.

Nesse contexto, vemos agora o surgimento da inteligência espiritual.

 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo > Fim >>

Página 4 de 106

Redes sociais

Facebook 
Hjemmeside Wildberry Telefoni Internet